Calendário escolar de 2020 fraciona as férias de julho
Com a publicação do calendário escolar de 2020, a Secretaria da Educação prossegue com a imposição de fragmentar as férias escolares em quatro períodos: uma semana em abril, duas em julho, uma em outubro e o restante entre dezembro e janeiro. "É uma medida autoritária sobre a qual os professores não foram sequer consultados", explicou Carlos Giannazi (PSOL), destacando que desde o anúncio da medida, em abril de 2019, os professores se posicionaram contrariamente, principalmente porque as novas datas não serão seguidas nem pela rede particular, nem pelas redes municipais.
"É um verdadeiro atentado contra os servidores da educação, principalmente os professores, porque muitos deles acumulam empregos nas redes municipais e em escolas particulares. Além disso, haverá um grande prejuízo para a população, pois é comum a situação em que um filho estuda na rede estadual e outro na rede municipal ou particular. Nesse caso, a possibilidade de férias em família fica bastante reduzida", alertou.
Para Giannazi, a mudança não traz benefícios didáticos e cumpre apenas um caráter diversionista, pois tira de foco os reais problemas da educação, como a superlotação de salas, a violência nas escolas e os baixíssimos salários dos professores. "O governador Doria não tem um projeto para a educação. Ele apenas faz marketing com medidas cosméticas enquanto continua com o desmonte do PSDB, fechando turnos, salas e escolas".
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