Simplicidade e poesia na estreita relação espiritual de Waldemar Chubaci com os seres humanos
A pintura de Waldemar Chubaci se apresenta na sua essencialidade como o resultado de uma diligente e não ocasional busca dos temas mais sentidos e profundamente vividos por ele. Esses temas foram-lhe sugeridos pelo ambiente em que o pintor viveu e que exercitaram sobre ele um profícuo estímulo de sensações simples e, ao mesmo tempo, congênitas às suas notáveis capacidades pessoais.
Independente, carregada de poesia, sua pintura é despretensiosa, mas profundamente original nos seus traços rústicos, nas suas tonalidades monocromáticas, em que o fundo branco domina. Demonstrando talento e forte personalidade, o artista não se fixou em sugestões de ordem cultural ou estilística, mas realizou a própria arte, através de intuições e módulos expressivos bem pessoais.
Na sua obra pictórica não devemos procurar temáticas indefinidas ou mensagens carregadas de implicações abstratas. O único dado essencial é exatamente esse gosto inato pela descoberta e pela valorização, na sua intacta simplicidade, do ambiente do seu interior natal.
A maturidade técnica de Waldemar Chubaci como pintor, o salto de qualidade em relação aos seus inícios na arte, evidenciou-se nos últimos anos de sua vida, sobretudo na aplicação do seu monocromatismo, que enfrentou e resolveu com um sopro de poesia.
Resultado de um processo íntimo, sua obra se desenvolveu sem excessivas complicações, sem tentações e expressões forçadas, sem a preocupação de simular atormentados contrastes íntimos não presentes no seu ânimo evidentemente sereno.
A obra Os Bóias-frias, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo pelo próprio autor, é o resultado de uma contínua relação espiritual em direção a tudo que transcende: seres humanos e coisas deste mundo.
O artista
Waldemar Chubaci nasceu em Jaborandi, SP, em 1928. Formou-se em medicina, com especialização em obstetrícia. Fez cursos de extensão universitária em clínica médica, cardiologia, gastroenterologia e ginecologia. Começou sua carreira política quando foi eleito vereador e, posteriormente, prefeito na cidade de Guaíra, SP.
Foi eleito deputado estadual em 1978, mandato que exerceu até 1988, tendo sido membro de inúmeras comissões. Desde o início do governo Mário Covas, em 1995, até 10 de novembro de 2003, data de seu falecimento, ocupou o cargo de assessor especial do governador.
Embora apaixonado pelas artes plásticas, considerava-se autodidata no campo da pintura, que passou a exercitar aos 12 anos de idade, em sua cidade natal, tanto em telas como em paredes. Durante o seu curso na Faculdade de Medicina, em 1946, ilustrou vários livros didáticos médicos.
Realizou, ainda, inúmeras exposições em Barretos, Guaíra e Jaborandi. A partir de 1980, passou a integrar a Academia Paulista de Belas-Artes, como membro efetivo, participando de diversas exposições coletivas da entidade. Após realizar exposições individuais no Espaço Cultural da Câmara Municipal de São Paulo e nos centros culturais de Guaíra e Barretos, foi homenageado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo com uma grande exposição retrospectiva, em dezembro de 2003, no Hall Monumental do Palácio 9 de Julho.
Além pinturas a óleo sobre tela e de esculturas, dedicou-se também às artes através do computador. Suas obras encontram-se em diversas coleções particulares do interior de São Paulo e no acervo do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.
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