Campanha da Fraternidade 2004: "Água, fonte da vida".
DA REDAÇÃO
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lança, todo ano, através da Campanha da Fraternidade, um tema para a reflexão da sociedade com o intuito de despertar e nutrir o espírito comunitário e a solidariedade na busca do bem comum. Ao longo dos anos, os temas têm variado de acordo com as situações específicas por que passa a Igreja Católica. Mais recentemente, devido à crescente necessidade de renovação e de envolvimento com assuntos sociais, tem proposto discussões mais voltadas aos problemas sociais e existenciais do povo brasileiro. A Campanha da Fraternidade de 2004 aborda a questão da água, com o lema: "Água, fonte de vida".
Com o objetivo de chamar a atenção das autoridades e da população para o tema, foi realizada ontem, 11/11, no Auditório Teotônio Vilela, por iniciativa do deputado Sebastião Almeida (PT), a divulgação do texto-base do lançamento da Campanha da Fraternidade 2004, com a presença do bispo Fernando Legal, membro da CNBB, dos deputados Fausto Figueira, Enio Tatto, Marcelo Cândido, Simão Pedro, Beth Sahão, José Zico Prado -- todos do PT --, Vanderlei Macris (PSDB), líder do Governo na Assembléia, Ricardo Castilho (PV), Nivaldo Santana e Ana Martins (do PCdoB), além de outras autoridades e membros da Igreja Católica.
A grande preocupação do século
Iniciando o debate, Sebastião Almeida parabenizou a Igreja Católica pela escolha de tema tão oportuno, ressaltando que há milhões de pessoas que não dispõem de esgoto, a maioria das internações são em decorrência de ingestão de água contaminada, a distribuição do líquido é desigual, além de nos últimos 50 anos o consumo de água ter aumentado 50%, o que torna primordial repensar sobre a utilização dos recursos hídricos.
"A grande preocupação do século", foi como Ricardo Castilho se referiu ao problema da água, afirmando que "é preciso que, através da mídia, sensibilizemos a sociedade para a necessidade de nos darmos as mãos numa cruzada pela salvação de nossos recursos naturais, ou seja, da humanidade". Vanderlei Macris afirmou que a água precisa ser tratada como um bem e a Igreja Católica mostra o caminho, trazendo este debate a público. "Parabenizo a CNBB em meu nome e em nome do governador Geraldo Alckmin", concluiu. Simão Pedro e Fausto Figueira ressaltaram que a água não pode ser fonte de lucro, por se tratar de um bem público. "Fomos educados exaltando nossos bens naturais, dentro da concepção de que são inesgotáveis, o que provocou descuido em relação aos nossos recursos", declarou Nivaldo Santana, sugerindo que todos tenhamos "uma visão mais estratégica da água".
A Igreja e a realidade social
O bispo Fernando Legal declarou que, complementando todos os importantes aspectos levantados pelos oradores que o antecederam, existe a questão simbólica da água para a Igreja Católica: "A água é a renovação, a purificação, a fonte da vida, e precisa ser respeitada, preservada. Atualmente, a Igreja tem-se preocupado mais com a realidade social da comunidade e, embora tenha radicalmente uma função espiritual, não exclui os aspectos materiais da nossa vida, tem consciência de que para haver fraternidade é necessário superar os obstáculos que impedem esta fraternidade. Alguns me perguntam: o que a Igreja tem que ver com questões sociais? Respondo que a Igreja se destina à pessoa humana, que tem uma dimensão temporal, material, muito significativa. Se quisermos construir uma sociedade justa, fraterna, precisamos enfrentar os desafios sociais que a realidade nos impõe. Espero que possamos contribuir para a conscientização de que precisamos garantir que a água permaneça fonte de vida abundante para todos", finalizou.
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