Ecovias diz que imprudência de motoristas causou acidente na Imigrantes
27/09/2011 20:38
Segundo o diretor-superintendente da Concessionária Ecovias - Sistema Imigrantes, José Carlos Cassaniga, o engarramento ocorrido na quinta-feira, 15/9, o maior da história da rodovia dos Imigrantes, foi consequência de "má conduta na direção e excesso de velocidade por parte dos motoristas". A avaliação foi feita aos deputados da Comissão de Transportes e Comunicações, que se reuniu extraordinariamente nesta terça-feira para ouvir Cassaniga sobre o acidente que envolveu 103 veículos e deixou 53 vítimas, uma delas fatal.
O representante da Ecovias apresentou relatório sobre as circunstâncias em que ocorreu o engavetamento, afirmando que todas as medidas de segurança para o trânsito em situação de neblina estavam acionadas. Tais medidas, segundo Cassinaga, consistem em aviso por painéis da rodovia, informações no site da concessionária e boletins para a imprensa. "Não é possível fazer comboio na subida, porque não se pode bloquer a pista com segurança", disse, em resposta a Orlando Morando (PSDB), autor do requerimento que pediu informações sobre o acidente na Imigrantes. Cassinaga explicou que a Ecovias e a polícia rodoviária preparam-se para a descida por comboio, na interligação entre a Imigrantes e a Anchieta, toda vez que a presença de neblina ou chuva forte limitem a visibilidade a 500 metros de distância; e o comboio entra em operação quando a visibilidade cai para menos de 100 metros.
Ele também negou que exista qualquer instrumento de segurança que, comprovadamente, possa substituir a condução defensiva do veículo em situação de neblina. "Há notícias de normas que podem melhorar a segurança, como proibição de ultrapassagem nessas situações, obrigatoriedade de utilização de uma só faixa", disse, informando que a Ecovias irá intensificar ações visando a educação no trânsito. "O motorista deve entender que os painéis não são estão lá para decorar a rodovia", considerou.
Demora na liberação
O deputado Orlando Morando ainda quis saber por que a concessionária demorou 22 horas para liberar a rodovia após o acidente, que ele qualificou como tragédia. Cassinaga justificou que a grande quantidade de veículos de grande porte, a presença de veículos com líquidos perigosos e os trabalhos de limpeza impediram que a liberação fosse antecipada. Questionado, ainda, sobre a denúncia de que automóveis avariados teriam sido "depenados", o representante da Ecovias leu para os deputados carta da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo), em resposta a reclamação de usuário, na qual a agência afirma que a responsabilidade pela retirada da pista de veículos envolvidos em acidente é do Departamento de Estadas de Rodagem (DER). Diante dessa informação, os deputados resolveram também convidar um representante do DER para prestar informações à comissão.
Roberto Morais (PPS), um dos dois deputados que representam a Assembleia Legislativa no Conselho Consultivo da Artesp, informou que levará as questões levantadas na comissão à reunião do conselho que acontece nas próximas semanas.
Na reunião ordinária da Comissão de Transportes e Comunicações, que acontece nesta quarta-feira, às 14h30, os deputados ouvirão o coronel Jean Charles Oliveira Diniz Serbeto, comandante do Policiamento Rodoviário São Paulo.
A reunião extrordinária foi coordenada pelo presidente da comissão, Edmir Chedid (DEM), e estiveram presentes os deputados membros da comissão: Carlão Pignatari e João Caramez, do PSDB; Ana Perugini, Antonio Mentor, Alencar Santana e Gerson Bittencourt, do PT; Chico Sardelli (PV); Marcos Neves (PSC); e Rogério Nogueira PDT. Participaram, ainda, Telma de Souza, Zico Prado e Marcos Martins, do PT.
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