Cida Muffa: fenomenologia de sentimentos e realismo em suas alusões simbólicas
A busca de Cida Muffa inicia-se numa espécie de observação do "naturalismo" em chave plástica e cromática. Com o passar dos tempos amadureceu sua própria linguagem relacionada ao mundo da percepção interna e externa e projeta em suas telas uma imagem, captada de um conjunto simultâneo de sensações e condicionamentos do ser humano. Fora dos esquemas convencionais e ilusórios, a artista usa a idéia de tempo separada da idéia de espaço.
A obra de Muffa se caracteriza por uma démarche independente e indiferente aos modismos. A escolha do tema para essa pintora figurativa expressionista é determinante, na medida em que estimula ou deixa de estimular sua liberdade artística. Sua pintura não é um lento aprender da realidade, originado de uma elaboração minuciosa: trata-se de um chamamento. Passando de um figurativo tradicional para um figurativo alusivo e simbólico o seu verismo é envolvido por uma palheta diversificada e vivaz.
Suas figuras não apresentam detalhes supérfluos. Sempre com inimitável personalidade poética, pré-selecionando os particulares na sua própria síntese e sem alterar a harmonia da composição, a artista colhe as linhas essenciais e as cores que exprimem as puras tonalidades naturais. Muffa olha a natureza com amor que consegue transferir para suas telas com a força do instinto e a sinceridade do sentimento.
A espontânea e livre simplicidade da impostação de sua pintura, firme nas relações tonais e na síntese, demonstra como a artista aprofundou os ensinamentos absorvidos dos mestres. Ela estuda e representa as "coisas verdadeiras", idealizando-as, revestindo-as de um personalíssimo véu de poesia. Sua criação pictórica emana encanto e fascínio particulares.
Transparente, rítmica e com consistência interior, Passeio na chuva, obra doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, é repleta de alusões simbólicas e transmite a fenomenologia dos sentimentos e a realidade dos sentimentos.
A artista
Cida Muffa nasceu em São José do Rio Preto, em 1948, e aos sete anos de idade transferiu-se para São Paulo. Há cerca de quinze anos reside em Santo André, onde instalou o seu próprio atelier. Estudou na Escola Panamericana de Artes (1970/1971), na Escola Paulista de Arte e Decoração- ESPADE (1980/1981 e 1987/1988). Freqüentou o atelier Rodrigues Coelho (1989/1991 e 2000/2004) e o atelier Angel San Martin (1992/1993).
Após participar de mostras coletivas na ESPADE nos anos 1980, 1981, 1987 e 1988, teve sua primeira individual em 1988 no Centro Cultural de São Paulo. Esteve presente ainda nas seguintes exposições: "Grande mostra de Artes Plásticas", Jockey Club, SP; Espaço Cultural 2001, SP e Salão Paulistano de Artes Plásticas, Club Atlético Paulistano (1989); Espaço Cultural Casarão, SP (1990); Espaço Cultural Continental 2001, SP (1991); Galeria de Arte Cenarium, Santo André (1991, 1992, 1993, 1994, 1999. 2000 e 2001); Espaço Cultural da Caixa Econômica Federal (1993, 1994); Galeria Xario's, SP (1994, 1995); Espaço Cultural Citroën, SP (1995, 1996); Galeria de Arte Lannody, SP (1995); Associação Paulista de Medicina, Santo André (1996, 1997, 1999, 2001, 2002, 2003); Galeria de Arte Piazza Navona, Santo André (1998, 1999); Casa e Arte ABC, Santo André (1998, 2001); Salão Nobre da Prefeitura de Santo André (1999); Ribas Galeria, São Caetano do Sul e Salão Oficial de Campos do Jordão (2000); Espaço Cultural Shopping Plaza, Santo André (2002).
Suas obras estão catalogadas no 1º Anuário de Artes Plásticas do ABC e encontram-se em diversas coleções particulares além do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.
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