Bárbara Altstadt: equilíbrio de valores estéticos entre realismo e abstracionismo
Por realismo devemos entender o retorno a uma arte de representação em virtude de uma reflexão, de um sentimento e de um juízo negativo contra movimentos, correntes ou escolas em vigor. Por retorno, a esta ou àquela tradição, entendemos a necessidade de reordenação.
No realismo, especialmente o germânico, é inegável uma certa ambigüidade, que pode induzir a direções opostas, introduzindo o objeto real enfocado dentro de uma abstração.
"Nascida" na atmosfera do abstracionismo, Bárbara Altstadt desenvolveu com coerência plena e clara sua visão de mundo. Suas abstrações deixavam entrever, numa certa fase, o "ser" envolvido em névoas, mas presente.
A artista consegue criar em sua obra um equilíbrio de valores estéticos. Ao abolir a representação do real puro, acrescenta um conjunto de formas imateriais ao olhar, revelando-nos uma realidade abstrata não menos real, nem menos poética, nem menos eficaz daquela do objeto. E, no seu caso, o objeto central é o ser humano.
O relacionamento com diversas correntes artísticas deu a Bárbara Altstadt o tom e a vibração sensível de uma atmosfera, mais do que uma influência. Ela trata a realidade com amor, mas a envolve com um véu de mistério interior.
Bárbara cultivou seu estilo com extremo cuidado, sob uma luz tipicamente germânica. Esse estilo cresceu na contemplação sempre consciente de uma transformação da forma, por mais quotidiana que seja. A artista se insere, portanto, com voz própria, no contexto da pintura atual, exatamente impregnada de um individualismo artístico subjetivo. O mais simples traço, o mais comum objeto ou figura tornam-se o traço, o objeto ou a figura mais significativos da generalidade, em direção ao absoluto.
Trata-se de uma voz rica, jovem, fácil de ser constatada na luz difundida, no corte sempre mais amplo, na imensidão que envolve sempre cada obra. Seu diálogo com a natureza " da fase mais recente da artista " é pois um tempo lírico e rigoroso, mas ao mesmo tempo legível e estilizado.
As obras Sobrevivência (primeira fase) e Tempestade na Floresta (fase recente), doadas ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, representam duas fases opostas da criatividade de Bárbara Altstadt, em que realismo e abstracionismo se completam numa síntese autêntica e genuína.
A artista
Bárbara Altstadt, nome artístico de Bárbara Amanda Altstadt, nasceu em 1959, na Espanha. Filha de pai alemão e mãe espanhola, transferiu-se muito jovem para o Brasil.
Formou-se em artes plásticas pela Faculdade Santa Marcelina de São Paulo. Pertence à Academia Brasileira de Arte, ao Núcleo Brasileiro de Esmaltadores e à Associação de Arte-Educadores do Estado de São Paulo. Utiliza diversas técnicas em suas obras: pintura acrílica, óleo sobre tela e texturas com materiais diversos. Trabalha ainda na manufatura de papel com fibras naturais.
Participou de diversas exposições no Brasil e no exterior, destacando-se entre elas: Espaço Cultural Eugenie Villen; "Arte e Cultura em Alto Mar", Montevidéu, Buenos Aires, Mar Del Plata, Rio de Janeiro e Santos; Sede da Abach Academia de Arte, Cultura e História, São Paulo; "Dia Internacional da Mulher", Casa da Fazenda do Morumbi (antiquário), São Paulo; "Arte do Esmalte e suas Multiplicidades", Espaço Cultural Júlio Prestes, São Paulo; "Festival de Arte em Itu", Casa do Barão; 32º "Festival de Inverno", Comendo Arte e Hotel Suíço, Campos do Jordão; e "Arte do Esmalte sobre Metais", Casa da Cultura de Santo Amaro, São Paulo.
Suas obras fazem parte de diversos acervos oficiais e particulares, entre eles o do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.
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