Reunião discute soluções para o problema do Rio Tietê
A Comissão de Defesa do Meio Ambiente realizou-se debate nesta terça-feira, 18/10, sobre o problema da camada de espuma formada pelo processo de poluição do Rio Tietê. Coordenada pelo deputado Ricardo Castilho (PV), a reunião contou com a participação de representantes de diversas entidades governamentais e prefeitos dos municípios por onde passa o rio. Foram discutidas propostas e sugestões para combater a poluição e os efeitos causados às águas que recebem o lixo despejado no rio.
Paulo Roberto Fares, da Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (Emae), declarou que a instituição, apesar de ser operadora do sistema de águas da região, não tem capacidade financeira para interferir no processo de degradação do rio, mas, com investimentos, tem experiência suficiente para colaborar na busca de soluções viáveis para o problema. "Hoje, o governador e vários secretários de governo assinaram um protocolo de intenções com a Petrobrás no sentido de tornar possível o desenvolvimento do teste de flotação (processo de separação das partículas de uma mistura sólida por meio da formação de uma espuma que arrasta as partículas de uma espécie, mas não as de outra)", informou.
Sentimento de abandono
Milton de Oliveira, representante da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), afirmou que a empresa vem construindo estações de tratamento de esgoto e, até o final do ano, serão tratados 90% dos resíduos lançados pelos 105 mil moradores nos rios Jundiaí e Tietê. "A Sabesp tem investido pesado na recuperação do Tietê. Até julho de 2007, serão realizadas 250 mil ligações domiciliares de esgotos, 1.600 quilômetros de redes coletoras, 165 quilômetros de coletores-tronco e 38 quilômetros de interceptores " isso na segunda etapa. Com a primeira etapa do trabalho, a mancha de poluição no interior já recuou 120 quilômetros", relatou.
O prefeito de Pirapora do Bom Jesus, Raul Silveira Bueno (PSDB), solicitou uma ação mais rígida da Assembléia no sentido de regulamentar o lançamento de esgotos nos rios. "Deputados, nos ajudem, estamos nos sentindo abandonados. Temos tudo para sermos estância turística. Entramos com o pedido, mas fomos barrados por causa de uma poluição que não é produzida por nós, mas que vem de outras localidades", reclamou.
O prefeito de Salto, Geraldo Garcia (PT), afirmou que não adianta o município ser estância turística, já que, além da espuma que aparece sempre no centro velho, a população convive com o mau cheiro provocado pela emanação de gás sulfídrico. "A cidade possui um grande potencial turístico, mas a poluição impede que tenhamos essa fonte de renda", disse.
Visão degradante
"Claro que temos de tratar o esgoto e o lixo. Mas a solução é complexa, e podemos fazer um trabalho junto aos órgãos municipais para adotar medidas que diminuiam os efeitos maléficos da poluição. Sugiro que criemos uma comissão multidisciplinar, com a Cetesb, Sabesp e outras entidades, para discutir como poderemos alavancar recursos para despoluir algumas regiões. Outra proposta é que a Sabesp disponibilize o programa da 2ª etapa de trabalho de despoluição para a Assembléia Legislativa", declarou Rodolfo Costa e Silva (PSDB).
O deputado propôs que a Emae promova o monitoramento do rio por meio de indicadores e a remoção de detritos que se encontram na beira do rio, o que, segundo ele, "causa uma visão degradante da cidade". Finalmente, Costa e Silva apresentou a sugestão de encaminhar documento ao governador e ao secretário de Recursos Hídricos para que tomem providências que compensem os municípios afetados pelo problema e ajudem a agilizar um programa de recuperação do Rio Tietê.
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