Em Itaquaquecetuba 48 famílias tiveram seus filhos retirados de suas casas

O ex-conselheiro tutelar, Emanuel Giuseppe Gallo Ingrao, do Alto Tietê e o representante da OAB de Itaquaquecetuba, Vagner da Costa, relataram ter percebido que coisas estranhas aconteciam com as famílias pobres, que vinham procurar seus filhos desaparecidos.
28/06/2013 11:33

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Em reunião extraordinária da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira, 27/6, houve oitiva de depoimentos sobre os casos de adoções ilegais ocorridas principalmente entre 2004 e 2007 na cidade paulista de Itaquaquecetuba. Segundo as denúncias, filhos de 48 famílias foram retirados de suas casas, sob alegações de maus tratos, problemas psicológicos, falta de documentos ou de condições financeiras.

Em comum, todos denunciaram que, sem ordem judicial, o Conselho Tutelar de Itaquaquecetuba, com apoio da promotora da Infância e da Juventude, Simone de Divitiis, encaminhava as crianças para abrigos ou até para adoção. Mesmo as crianças que tinham parentes próximos com interesse na guarda foram entregues. Algumas mães abriram mão, sem saber, do poder familiar, enganadas por conselheiras tutelares. Há casos até de bebês recém-nascidos que desapareceram no Hospital Santa Marcelina. Emanuel Giuseppe Gallo Ingrao, do Alto Tietê, relatou ter percebido que coisas estranhas aconteciam com as famílias pobres, que vinham procurar seus filhos desaparecidos. Todos os conselheiros foram afastados, em 2007, quando começaram a denunciar os casos. Representante da OAB de Itaquaquecetuba, Vagner da Costa contou como teve conhecimento dos fatos, e citou que o Conselho Tutelar dizia que as crianças estavam em abrigo que não existe. Ele informou ainda caso de coração e pulmões de criança de cerca de 8 anos encontrados jogados, o que levanta suspeitas de tráfico de órgãos.

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