Seminário realizado na Alesp debate mudanças climáticas e preservação ambiental no Brasil

Evento contou com a presença de especialista e abordou temas sobre sustentabilidade
29/11/2021 18:38 | Sustentabilidade e Meio Ambiente | Luccas Lucena - Foto: Larissa Navarro

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Solução Brasileira para Mudanças Climáticas - Sustentabilidade e Meio Ambiente <a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2021/fg279071.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Edson Giriboni<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2021/fg279072.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Luiza Toscan<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2021/fg279073.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Maria Tereza Umbelino<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2021/fg279074.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Solução Brasileira para Mudanças Climáticas - Sustentabilidade e Meio Ambiente <a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2021/fg279075.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Solução Brasileira para Mudanças Climáticas - Sustentabilidade e Meio Ambiente <a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2021/fg279076.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Solução Brasileira para Mudanças Climáticas - Sustentabilidade e Meio Ambiente <a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2021/fg279077.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Solução Brasileira para Mudanças Climáticas - Sustentabilidade e Meio Ambiente <a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-11-2021/fg279078.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

Em seminário realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo nesta segunda-feira (29/11), especialistas debateram as mudanças climáticas no Brasil, a conservação ambiental e como as empresas podem colaborar para melhorar o cenário negativo previsto pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). O evento foi promovido pelo deputado Edson Giriboni (PV).

A CEO e fundadora do BMV (Brasil Mata Viva), Maria Tereza Umbelino, afirmou que a pandemia de Covid-19 fez as atenções também se voltarem ao meio ambiente. "A pandemia de Covid-19 tratou de acirrar nossa atenção às questões ambientais", falou. "O Brasil é a grande potência, não só de alimento, mas em fornecer serviços ecossistêmicos", disse.

Maria Tereza comentou que a reputação da marca de uma empresa é melhorada quando são atendidos os critérios ambientais, que, no caso, são as ESG (environmental, social and governance - ambiental, social e governança, em português). "Uma das formas de melhorar a reputação de uma marca é atendendo os critérios ambientais, sociais e de governança", falou.

O selo Tesouro Verde, idealizado pelo BMV, foi selecionado pela COP26 como uma das soluções inovadoras para preservação do meio ambiente. A certificação possibilita o gerenciamento do consumo dos recursos naturais pela atividade econômica, sua compensação e geração de impacto positivo, através da valorização da conservação florestal como atividade econômica.

Maria explicou que "o Tesouro Verde oferece uma solução para a conservação de biodiversidade em floresta". Por meio de um selo ESG, a BMV busca garantir a conservação das florestas nativas. A credibilidade disso fica por conta do uso de blockchain, que tokeniza o selo e permite essa validação.

Entre algumas das práticas sustentáveis presentes na ESG, estão a conservação de florestas nativas públicas e privadas, na parte ambiental; a produção de alimentos e geração de emprego e renda, na parte social; e o cumprimento de normas ambientais, na parte da governança.

Coordenadora de novos negócios e projetos de sustentabilidade na SGS (Société Générale de Surveillance), Luiza Berti Toscan afirmou que o ESG está cada vez mais fazendo parte das discussões do público geral. "O ESG tá entrando em discussões do público geral e é o novo normal que a gente precisa", disse. "É muito claro que precisam ser vistas as questões sociais e ambientais, em qualquer tipo de decisão, principalmente em decisões de investimento, que o mercado tem observado muito", falou.

O professor do curso de Engenharia Florestal na Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) Iraê Amaral Guerrini exibiu um gráfico mostrando que o Brasil é o 2º país do mundo com mais quantidade de florestas, já que possui uma área com aproximadamente 8 milhões de quilômetros quadrados, e o 4º que mais emite CO2 no mundo. "A grande quantidade de CO2 emitido pelo Brasil é verde, ou seja, através do desmatamento e da queima das florestas", disse.

Atrás apenas de Estados Unidos, China e Rússia, o professor destacou que a tarefa do Brasil é menos complexa do que os outros países em relação à redução de liberação de CO2 na atmosfera. "Nos outros países é por causa do combustível fóssil, e é muito mais difícil dos Estados Unidos, da China e da Rússia reduzirem essa liberação do CO2 na atmosfera quando em comparação com o Brasil", falou.

Iraê explicou que o benefício das florestas é excepcional, inclusive na regulação do clima. "O bem-estar da sociedade é fornecido pela floresta, e como isso pode acontecer? Através dos serviços ecossistêmicos", disse. "Um benefício excepcional das florestas é a regulação do clima, por exemplo, imagina se a floresta não existisse como estaríamos hoje, também tem o controle de erosão, armazenamento de carbono, ciclagem de nutrientes, provimento dos recursos hídricos e proteção da biodiversidade", concluiu.

Guerrini também mostrou a situação da preservação nas florestas: a Amazônia segue com 86% de preservação; a Caatinga e o Cerrado já foram desmatados em torno de 50% e a Mata Atlântica está em 12% de preservação. "Muito difícil restaurar aquilo que já foi perdido, mas é possível", disse.

Ações ambientais da Alesp

Na Alesp, foi instituído o programa Alesp Preserva, que prevê ações para neutralizar a emissão de carbono, reduzir o consumo de água e papel e investir em produção de energia solar, favorecendo economia dos recursos públicos.

O projeto Carbono Zero está contemplado no programa, e prevê que a plantação de 20 mil árvores seja realizada pela Assembleia. Isso promoverá a neutralização da emissão total de carbono de três anos -2020, 2021 e 2022. Um levantamento feito com parlamentares, servidores e visitantes apontou a emissão de 1,7 mil toneladas de gás poluente na atmosfera no deslocamento das pessoas e o tipo de transporte utilizado até a Alesp.

O Parlamento paulista também contratou um serviço para avaliar toda a estrutura hidráulica do Palácio 9 de Julho, sede do Legislativo paulista, para propor mudanças visando a redução do consumo. O trabalho prevê ainda um projeto para implantação de sistema de utilização de água da chuva, com captação, armazenamento e distribuição.

Para a energia solar, um projeto vai indicar as possibilidades de instalação de painéis solares para geração de eletricidade. Somente a laje do prédio do Legislativo paulista conta com uma área de 3 mil metros quadrados. A Alesp usaria a energia solar para consumo próprio, por meio da fonte alternativa eficiente, renovável e não poluente.

Todas essas ações gerarão economia de recursos públicos, podendo reverter os valores em mais ações diretas para a sociedade. Só para se ter uma ideia, atualmente a Alesp gasta mais de R$ 1,5 milhão por ano com energia elétrica. Com a energia solar, a expectativa é reduzir esse custo em até 90%.

Outra meta é eliminar, até o final de 2022, o uso do papel. Para isso, foram feitos parcerias e investimentos em softwares de gestão para eliminação do papel na atividade legislativa. Além disso, toda a frota antiga de veículos foi substituída por locação de carros novos que emitem menos poluente. Diversas campanhas internas, de redução de consumo de água e energia, e impressão, também estão em prática.