Capital Nacional do Bordado: Ibitinga é casa da maior feira do setor na América Latina

Cidade no Interior paulista tem a confecção de bordados como principal atividade econômica e atrativo turístico; conheça mais sobre o município
29/07/2026 16:58 | Turismo e cultura | Louisa Harryman - Fotos: Freepik; Prefeitura de Ibitinga; Governo de São Paulo

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Ibitinga é a Capital Nacional do Bordado<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-07-2026/fg367159.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Feira de artesanato acontece aos sábados no centro<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-07-2026/fg367179.jpeg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Abertura da 50ª Feira do Bordado de Ibitinga<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-07-2026/fg367180.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a> Pantaninho também é uma das atrações turísticas<a style='float:right;color:#ccc' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-07-2026/fg367160.jpg' target=_blank><i class='bi bi-zoom-in'></i> Clique para ver a imagem </a>

A quase 400 quilômetros da Capital paulista, na região de Bauru, a cidade de Ibitinga se destaca como o principal polo turístico do bordado na América Latina. O município é conhecido como a Capital Nacional do Bordado e dos Enxovais. A indústria têxtil e o turismo de compras se consolidam como principais elementos do desenvolvimento econômico da região.

Mais de dois mil estabelecimentos comerciais e industriais, além de serviços relacionados, ajudam a fortalecer o título de Ibitinga. Durante a primeira quinzena do mês de julho, a cidade sedia a tradicional Feira do Bordado, um dos principais eventos do setor. Neste ano, a Feira chegou a sua 50ª edição, um marco histórico que reforça a importância da arte para o desenvolvimento do município.

Nesta última edição, cerca de 150 expositores foram distribuídos em uma área de 25 mil metros quadrados. Além da movimentação econômica com as vendas e o turismo, mais de dois mil empregos foram gerados para montagem, segurança, limpeza, apoio e outros serviços, de acordo com a prefeitura.

A Feira de Artesanatos, que acontece aos sábados no centro da cidade, também é um dos símbolos ibitinguenses. Larissa Magalhães é uma das centenas de cidadãs de Ibitinga que tira seu sustento como feirante. "O bordado é extremamente importante em vários setores e aspectos, história e cultura, turismo, economia, empreendedorismo, desenvolvimento do município e reconhecimento nacional", relata.

Ela também destaca a relevância da Feira do Bordado para o seu trabalho e de seus colegas de profissão. Como feirante, Fernanda explica que o seu papel exige um estoque atrativo e posicionamento para a recepção dos visitantes durante o evento. "Em relação a cidade, o fluxo de turistas aumenta muito. É um momento propício para viver o turismo e entender como a nossa cidade funciona, porque a Feira do Bordado é apenas o reflexo do nosso dia a dia", completa.

Larissa trabalha como feirante na Feira de Artesanatos, que acontece todos os sábados

Tradição e herança familiar

A relação de Ibitinga com o bordado começou no início do século 20, com a chegada de mulheres imigrantes e migrantes que trouxeram a arte ensinada por mães e avós. Na década de 1940, "dona" Dioguina Sampaio Pires, Maria Gonçalves Grilo, Marieta Macari Pires e Maria Braga ajudaram a espalhar o ofício de bordar em máquinas de costura para as jovens senhoras ibitinguenses. Ainda nesse período, foram organizadas as primeiras redes de produção e revenda de bordados.

No início dos anos 70, teve início a fase industrial, com a utilização das máquinas elétricas, adaptadas em Ibitinga por Gottardo Juliani. Foi nessa mesma época, em 1974, que ocorreu a primeira Feira do Bordado, tradição que se consolidou nas décadas seguintes e hoje atrai milhares de turistas para a cidade durante o mês de julho.

Além do bordado

Apesar de ser a principal atividade econômica e de reconhecimento nacional da cidade, o bordado não é o único atrativo turístico de Ibitinga. Além do turismo de compras, a cidade também recebe visitantes por motivos religiosos, ecológicos e rurais. Com a Lei nº 8.199/1992, o município foi elevado a Estância Turística.

Ibitinga tem cerca de 247 nascentes, além de ser trajeto de cinco rios (Tietê, Jacaré Guaçú, Jacaré Pepira, São Lourenço e Ribeirão dos Porcos). Muitos turistas também visitam o Pantaninho, área alagada formada pela várzea dos rios Jacaré-Pepira e Jacaré-Guaçu, com importantes remanescentes de vegetação em estágio avançado de regeneração.

Pantaninho recebe esse nome por lembrar o Pantanal mato-grossense

No turismo religioso, ganha destaque a Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, onde é possível admirar a pintura Via Sacra I, de Duílio Galli, e a imagem do Senhor Bom Jesus talhada em madeira. A procissão de Corpus Christi, que é enfeitada com bordados e confecções produzidas na cidade, também atrai turistas para o interior paulista.

alesp